A empresa australiana de mineração baseada em titânio espera enviar para fora do país o segundo lote de minerais neste fim de semana.
A empresa, que está transportando grandes quantidades de minerais do seu local de mineração Maumba, em Kwale, até sua doca e instalação de armazenamento em Likoni, está se preparando para enviar para fora do país mais 25.000 toneladas de ilmenita, semelhantes ao primeiro carregamento feito no mês passado.
Falando com o Star por telefone, o gerente geral da empresa – Assuntos Externos e Desenvolvimento, Joe Schwarz, confirmou ontem que os minerais serão destinados à China, o mesmo mercado para o qual exportou o primeiro lote.
A empresa fez história no mês passado ao enviar o primeiro lote de minerais de titânio – 25.000 toneladas de ilmenita do Quênia, avaliadas em cerca de 387 milhões de xelins.
Schwarz confirmou ontem que, ao contrário do primeiro carregamento, quando o Ministério de Mineração adiou a emissão da autorização de exportação para a última hora, o segundo carregamento já foi liberado, tendo recebido a autorização de exportação na semana passada.
“Recebemos a autorização na semana passada e esperamos que o segundo lote saia de Mombaça a qualquer momento neste fim de semana. Este será outro grande carregamento de ilmenita e uma clara mensagem ao mercado global de que o Quênia está se consolidando como um grande produtor”, disse Schwarz.
Segundo Schwarz, a empresa iniciou uma produção dinâmica e separação de minerais na planta de separação mineral da empresa em Kwale.
Ele disse que a empresa já começou a produzir zircão e espera exportar o primeiro lote até o final deste mês, junto com o rutilo.
“Começamos a produzir zircão há cerca de três semanas e o progresso está sendo bom. O rutilo já está acumulado em nossa instalação de Likoni e os dois minerais serão enviados até o final do mês. O zircão será 100 por cento contêinerizado”, disse ele.
O Quênia espera lucrar com as exportações por meio de royalties, à medida que se consolida como um grande produtor de ilmenita, rutilo e zircão, sendo que as minas de Kwale respondem por 14 por cento da oferta global e ficam apenas atrás da África do Sul no continente.
No entanto, diz-se que a empresa não está satisfeita com as novas estruturas de royalties e pagamentos estabelecidas pelo governo.
Segundo relatos, o governo está buscando aumentar os royalties para 10 por cento, ao contrário do contrato especial de exploração mineral emitido à empresa em 2004, que indica que o titânio básico deve pagar 2,5 por cento da receita bruta dos minerais vendidos ao mercado.
Até agora, a empresa investiu 30 bilhões de xelins no projeto, que deverá contribuir com quase um por cento do PIB anual para a economia do país, com cerca de 17,1 bilhões de xelins em receitas anuais de exportação.